Em qual velocidade você esta andando?


 As mudanças são automáticas, imprevisíveis, muitas vezes imperceptíveis e, em alguns casos, até podem ser planejadas, mas nunca com exatidão. São transformações que rompem percepções, comportamentos e sentimentos. Sabemos que mudar é necessário, indiscutível e totalmente previsível, seja quando a calça já não serve mais ou quando surge o hábito de reduzir o açúcar.

O que varia é o tempo, as prioridades e o movimento ao nosso redor. A mudança é constante, como um trem em andamento: às vezes guiado por forças que não compreendemos, mas sentimos; outras vezes conduzido por nossa própria consciência, permitindo algum controle sobre a velocidade.

Todos os dias tomamos decisões sobre o nosso fim achando que estamos apenas iniciando algo, quando, na verdade, o trem já está em movimento e o tempo diminuindo. Um exemplo prático é quando escolhemos saciar a fome com substâncias que não trazem saúde ao corpo, mas aliviam carências, preguiças, angústias e egos inflados pela busca da praticidade. Consideramo-nos espertos e preparados para qualquer consequência dessa escolha. Aceleramos o relógio da morte diariamente e, ainda assim, nos sentimos leves, satisfeitos e poderosos para, no fim do dia, registrar na lista de gratidão o simples fato de estarmos vivos.

A reflexão é a seguinte: se você pudesse acelerar o trem da própria vida, o destino escolhido seria uma jornada mais saudável, próspera e longa? Você acredita ser capaz de assumir o controle ou prefere apenas sentar no sofá e assistir às notícias do dia?

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