Um corpo em queda
Quando fecho os olhos, vejo um corpo nu, com fome de viver, mas incapaz de encontrar alimento. Ele está em queda. Já tentou parar, já tentou resistir, já tentou sobreviver, mas não conseguiu. Agora está cansado. Desistiu, mas continua caindo, apenas esperando alcançar o fundo, como se ali finalmente pudesse descansar.
Mas essa queda nem sempre é dolorida. Às vezes, surgem luzes. Em outros momentos, flores aparecem pelo caminho, espalhando um aroma suave que torna a experiência menos pesada, quase agradável. Assim, é possível suportar. Não parece tão difícil. Em certos instantes, chega a ser tranquilo, porque tudo se resume a esperar, respirar e continuar caindo.
A reflexão que fica: como são essas luzes que aparecem no caminho? Qual é a intensidade do brilho delas? São capazes de trazer acolhimento e segurança ou apenas distraem? E as flores, são reais o suficiente para despertar esperança ou são apenas ilusões criadas para tornar a queda mais suportável?



Comentários
Postar um comentário